Toscana

Continuando nossa viagem pela Toscana… Leu primeiro os outros posts?

No dia seguinte, partimos para Siena (a 62 Km). A experiência em Siena foi muito legal. Primeiro porque chegamos por fora da parte velha da cidade, e tivemos uma vista dela inteira, com o Duomo no alto.

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Muito pitoresca mesmo.

Pra chegar até a igreja, você vai passar por ruas apertadas, muito antigas e bem preservadas, com colunas apoiando as construções para talvez não caírem umas sobre as outras. Um cenário muito surreal, que realmente te transporta no tempo.

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Reparem nas bandeiras, a cidade tem espécies de regiões diferentes (contrades), que fazem a disputa a cavalos na praça central duas vezes ao ano. O símbolo dessa contrade era um ganso.

Lá em cima você chega no Duomo, que é imponente e belíssimo. Na época medieval, Siena e outras cidades da Itália (como Florença, Nápoles, Bologna, Arezzo, Lucca, Pisa) e suas famílias (Médici, Sforza etc.), disputavam quem tinha a maior, mais rica e mais bela igreja/cidade/estátua/tudo. O resultado sobrou para as próximas gerações apreciarem.

A praça onde as corridas são realizadas é enorme!

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Sabem que tem uma cidade na Toscana chamada Vinci? E o Leonardo que pintou a Mona Lisa (na verdade, Gioconda) é de lá? Por isso o nome dele é Leonardo da Vinci? Que coisa, né? Quando li isso na primeira vez fiquei muito surpreso.

OK, saber disso não mudou nada na minha vida.

Depois, curtimos o resto do dia em San Giminiano, a 46 Km de Siena.

San Giminiano também tinha disputa de famílias. Competiam pra ver quem tinha a maior… torre. Já teve 72, mas essas não ficaram pra vermos. Hoje, são 14.

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Uma dica aqui é tomar um dos melhores Gelatos do mundo, o Dondoli. A fila é grande! Mas anda rápido…

Se realmente é o melhor sorvete do mundo, não sei, mas como tomar essa decisão não é problema meu, só o aproveitei mesmo. Delicioso!

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Ao final do dia, dormimos no Borgo de Pietrafitta Relais (31 Km de San Giminiano).

Veja no site que as construções do lugar são bem bonitas, fica numa localidade alta, bem calma e silenciosa. Bem no clima bucólico da Toscana. O café da manhã foi servido com produtos locais, ao lado da lareira, e estava tudo realmente uma delícia!

Não deu pra usar a piscina com vista infinita porque o frio estava grande! Eles têm bicicletas pra alugar, mas também não as aproveitamos. Ah, e o banheiro tinha uma vista maravilhosa!

Gostamos, mas fiquei com a impressão de que uma experiência num agroturismo teria sido mais interessante.

Ah! Se for ficar lá, saiba que ele é meio distante de tudo e não tem restaurante. Então procure um lugar interessante pra jantar no caminho.

Toscana, a terra do Chianti

O propósito da hospedagem ali era ficar na região de Chianti e passar por Greve in Chianti (41 Km) no rumo de Florença (+ 31Km) no dia seguinte pra fazer mais um passeio e degustar mais uns vinhos. Florença – a grande capital – vai ficar pra um próximo post!

Só que tem muito mais lugares e caminhos legais pela Toscana, como San Quirico, Volterra, Grosseto, Orvieto, Montichielo, Lucca e Arezzo. Esses estão anotados pra uma próxima viagem, com mais tempo.

Mas se quiserem saber mais sobre eles e outras curiosidades, recomendo esses posts aqui, desse blog do Felipe e da Karine, que fizeram relatos bem completos das cidades e da região.

Depois do primeiro post descobri que a modalidade de viagem que sugeri (passeando devagar, se possível de bicicleta), já tem até nome: slow travel. Então, recomendo que você visite esse lugar especial do mundo passeando slowly, comendo slowly, degustando seus vinhos slowly, se deleitando com suas paisagens e cidades veeery slowly.

Enquanto isso acompanhe a viagem nesses posts :

Costa Amalfitana e suas surpresas

Costa Amalfitana – Sorrento e Amalfi

Pompéia, uma janela para a história

Toscana, suas cores e sabores

Toscana, suas belezas e história

Grande Abraço!

Willi

Sobre Renato Willi

Renato Willi

Meu avô era mecânico de aviões. Meu pai acompanhava meu avô aos aeroportos e via só “gente de cabeça branca” descendo dos aviões. Decidiu que não ia esperar ficar com cabeça branca pra começar a conhecer o mundo e assim seguiu a carreira no turismo, sempre viajando (muito!), como empresário até se “aposentar” – do trabalho, as viagens faz até hoje!

Eu sou o legado deles, fazendo minha parte pra continuar essa história. Adoro viagens, comidas, história, fotografias, paisagens, músicas e andar por aí com a mochila nas costas.

Você pode acompanhar mais minhas andanças por aqui:

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