roteiro ilha de Pascoa

Se você está planejando uma viagem para a Ilha de Páscoa deve estar procurando dicas de o que fazer na Ilha de Páscoa, dicas de hospedagem e entender a história e os mistérios do povo Rapa Nui, certo? Nesse artigo aqui vou contar sobre o meu roteiro com dicas de o que fazer na Ilha de Páscoa. Não deixe de ler os outros artigos que também podem lhe ajudar. Foram 4 dias intensos, tempo suficiente para explorar e descobrir a ilha de Rapa Nui. Bora conferir esse roteiro?!

O que fazer na Ilha de Páscoa

Para descobrir a ilha tinha a possibilidade de alugar um carro, mas como estava viajando sozinha, acabei pegando um tour compartilhado. Porque assim tinha o privilégio de um guia para explicar toda a história da ilha. Não tem graça nenhuma ver e não entender, não é mesmo? Aliás, pensando nisso escrevi um artigo inteiro contando a história e os mistérios da Ilha de Páscoa. Clica aqui para ler.

Primeiro dia na Ilha de Páscoa

No primeiro dia aproveitei um pouco do hotel e depois peguei uma bike pra ir até o centrinho da vila de Hanga Roa. Almocei, dei uma rodada para conhecer a vila e aproveitei para fechar os tours com uma agência. Acabei escolhendo a Mahinatur que foi uma boa opção. Fechei com eles 3 diferentes tours que eu vou contar na sequência.

Aproveite o primeiro dia para comprar o ingresso do Parque Nacional Rapa Nui. Sem ele você não entra nos sítios arqueológicos. Ele pode ser comprado no aeroporto ou no centro do vilarejo. Ouvi dizer que no aeroporto é mais barato, mas não posso confirmar. Importante dizer que é imprescindível a apresentação do ticket na entrada dos sítios arqueológicos, onde normalmente há uma cabine. Você ganha um carimbo do local no seu “ticket passaporte” e o guia preenche o livro de visitas.

O que fazer na Ilha de Páscoa | 2o. dia

O tour de dia inteiro chama “A chegada de Hotu Matu’a”. Ele é essencial, principalmente se você tiver pouco tempo na ilha. É ele que você deve escolher primeiro. Ele passa pelos locais mais famosos da Ilha de Páscoa como Rano Raraku, Tongariki, Anakena, Te Pito Kura e Ahu Akahanga. Vou detalhar na sequencia cada lugar.

Ahu Akahanga

A primeira parada foi em Ahu Akahanga, um sítio arqueológico com restos de plataformas onde, que segundo a história, foi enterrado o primeiro rei da ilha. Lá existem várias fundações de pedra e as boat houses ou “casas de barcos” que assim foram chamadas por causa de suas formas que lembram navios. Era nesse tipo de “casa” que viviam os antigos habitantes da ilha.

Rano Raraku

Na sequência fomos conhecer o vulcão Rano Raraku, onde foram esculpidas a maior quantidade de moais. Este lugar é conhecido como a “fábrica dos moais”. Lá ainda existem quase 400 estátuas em diferentes estágios de escultura, com diferentes características e estados de conservação. Quase todos estão caídos e muitos estão quebrados. Em todo o conjunto arqueológico, somente uns 50 moais foram restaurados e colocados em pé sobre as plataformas chamadas “Ahus”.

Ahu Tongariki

Depois fomos para Ahu Tongariki, a plataforma mais extensa e com a maior quantidade de moais da ilha. Uma fileira impressionante de 15 moais que foram restaurados e recolocados ali na década de 1990. É que eles tinham sido derrubados durante as guerras civis da ilha, e foram carregados para o interior da ilha por um tsunami. Um deles chega a pesar 86 toneladas, o mais pesado já erguido em toda a ilha.

Depois voltamos à vila para o almoço numa restaurante do agência Mahinatur, incluso no tour de dia inteiro.

Te Pito Kura

Na parte da tarde fomos conhecer o Te Pito Kura, que é um complexo arqueológico localizado em frente à Baía de La Pérouse.

Vimos lá uma rocha com 80 centímetros de diâmetro que, segundo a lenda, foi trazida por Hotu Matu’a, o rei fundador do povo Rapanui, em seu barco de Hiva, sua terra natal. Dizem que ela, quase esférica e lisa, tem propriedades magnéticas e concentra uma energia sobrenatural chamada mana. O nome Te Pito Kura significa “umbigo de luz” e algumas pessoas relacionam o nome do lugar com as qualidades especiais desta rocha.

Lá você verá o Paro moai, o maior moai que já foi retirado da pedreira de Rano Raraku e que permanece na mesma posição em que foi demolido quase dois séculos atrás. Suas dimensões são impressionantes. As orelhas medem 2 metros e sua altura chega a 10 metros! De peso disseram ter mais de 80 toneladas.

Praia de Anakena

No final do dia fomos para um dos locais mais importantes da cultura Rapa Nui, onde estão os Moais do Ahu Nau-Nau, localizados em frente à bela praia de Anakena. Nestes Moais podemos ver os Pukaos que eram colocados sobre os Moais, uma espécie de chapéu em tom avermelhado, como a representação do cabelo amarrado por um coque da forma que os nativos usavam.

O que fazer na Ilha de Páscoa | 3o. dia

O primeiro tour da manhã tinha o nome de “A Lenda do Homem Pássaro” e incluía locais arqueológicos muito importantes da ilha como Orongo, Rano Kau e Vinapu.

Rano Kau

É um dos três principais vulcões da ilha e o mais próximo de Hanga Hoa. Chegamos de carro pela estrada, mas pode ir de bike ou uma trilha. O local onde está a impressionante cratera desse vulcão é um dos mais belos cenários naturais que podem ser admirados na Ilha de Páscoa. Do alto de seus 300 metros a paisagem é indescritível. São inúmeras lagoas dentro da cratera. Só os locais têm permissão de descer para colher ervas medicinais que são encontradas ali.

A sensação de imensidão e silêncio é enorme. Só é interrompida mesmo pelo vento. Aliás, lá sempre venta bastante, leve um casaco corta-vento.

Orongo

O sítio arqueológico de Orongo está localizado na parte sudoeste do vulcão Rano Kau, em uma faixa estreita entre a borda da cratera e o penhasco que desce pro mar, em frente ao Motu Nui, Motu Ilhotas Iti e Motu Kao Kao.

Orongo era um local cerimonial de onde se iniciava um importante ritual. Os homens tinham que descer do vulcão em direção ao mar, nadar até as pequenas ilhas e apanhar o primeiro ovo sagrado da ave marítima manutara nos meses da primavera. A tarefa não terminava aí. Eles tinham que trazer o ovo intacto novamente à Orongo. Era desta forma que era escolhida a nova tribo que governaria a ilha.

Essa celebração de origem religiosa era também para homenagem o deus Make Make, que na Mitologia Rapanui, foi o criador da humanidade, o deus da fertilidade e o deus-chefe do culto “Tangata manu” (homem-pássaro). Lá existem inúmeras pedras entalhadas com o símbolo do homem pássaro. Interessante saber que, em 2005 foi descoberto o terceiro maior planeta anão, denominado Makemake, em homenagem ao deus-chefe da Ilha da Páscoa.

Na parte no segundo tour chamado “Mirando Las Estrellas” visitamos os sítios arqueológicos Ahu Akivi, Ana Te Pahu e Puna Pau.

Viagens e Outras Historias

Ahu Akivi

De acordo com a lenda, a plataforma de moais Ahu Akivi foi criada em homenagem aos primeiros exploradores de Rapa Nui. Esse conjunto de moais foi o primeiro a ser restaurado em toda Ilha. Dizem que esses moais são as únicas estátuas que olham para o mar de toda a ilha. Em parte é verdade, mas eles também são orientados (como todas as outras plataformas) com as faces viradas para onde havia uma antiga aldeia. Ou seja, as estátuas de Akivi foram colocadas, como todas as outras, voltadas para a aldeia para vigiar e proteger os habitantes através de seu poder místico.

Puna Kao

Depois fomos conhecer a pedreira do vulcão extinto Puna Pau, onde o pukao (chapéu dos moais) era extraído e esculpido. De lá tivemos uma vista panorâmica da vila de Hanga Roa.

Dentro da cratera de Puna Pau fica a pedreira de escoria vermelha ou hani hani, como é conhecida na língua rapanui. É um tipo de cinza vulcânica de grande porosidade de cor avermelhada devido ao óxido de ferro presente em sua composição.

Puna Pau era considerado um lugar secreto e sagrado. Dizem que a produção dos pukaos era quase silenciosa, e que a cor vermelha, especialmente valorizada pelos locais, aumentava seu misticismo.

Ana Te Pahu

Também visitamos a caverna Ana Te Pahu, que foi formado pelo fluxo de lava vulcânica há milhares de anos e que deram origem à Ilha de Páscoa. Em toda a ilha há muitos canais de lava que cobrem grande parte do subsolo.

Ana Te Pahu é a maior caverna da ilha e o melhor exemplo desses grandes tubos vulcânicos. Dizem que o antigo Rapa Nui teria usado como casa e onde também se refugivam em tempos de instabilidade social. É interessante imaginar como era a vida naquele lugar.

Espero que tenham gostado das dicas de o que fazer na Ilha de Páscoa. Se tiver qualquer dúvida deixa uma mensagem abaixo que eu terei prazer em responder.

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Obrigada pela visita, volte sempre! 😊

Flavia Ribeiro

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