vulcao quilotoa equador

O Equador está localizado na região conhecida como “Cinturão de Fogo do Pacífico” ou também “Anel de fogo do Pacífico”. É resultado dos choques das placas tectônicas Sul-Americana e Nasca que se estendem por 40 mil km, incluindo países como Filipinas, Indonésia, Tailândia, Nova Zelândia e Japão. Nesse artigo aqui conto sobre minha visita até o vulcão Quilotoa.

Vulcão Quilotoa

À caminho do Quilotoa, passei pela famosa Avenida dos Vulcões, uma rota de 300 km de extensão, rasgada no meio da cadeia montanhosa e cercada por mais de 20 vulcões. Entre eles o Cotopaxi, que tem um cone perfeito comparado com p monte Fuji no Japão. Ele é considerado um dos vulcões mais perigosos do mundo pela frequência de suas erupções, seu estilo eruptivo, seu relevo, sua cobertura glacial e o número de populações potencialmente expostas às suas ameaças. Várias agências oferecem tour para conhecer o Parque Nacional Cotopaxi mas, como tinha pouco tempo, optei por conhecer o Quilotoa. Aguardem que eu volto!

Vulcão Cotopaxi

Para quem vai passar alguns dias em Quito, recomendo incluir essa daytrip no roteiro para conhecer o Quilotoa. São cenários de tirar o fôlego e boa oportunidade para se aproximar da cultura indígena local nas pequenas aldeias ao longo do caminho dos Andes rurais.

Vulcão Quilotoa

Vulcão Quilotoa

O Quilotoa tem uma paisagem única, só vi parecida com o Rano Kau na Ilha de Páscoa. Para sacar uma foto inteira da caldeira é preciso uma lente grande angular.

Vulcão Quilotoa

O Quilotoa entrou em erupção pela última vez por volta de 1280, uma das erupções mais explosivas do planeta nos últimos 1000 anos. Isso causou o colapso da sua cúpula vulcânica, formando uma lagoa de cerca de 3 Km de diâmetro e 250 metros de profundidade. Tecnicamente o Vulcão Quilotoa está adormecido, mas o povo local acredita que não. Eles dizem que o vulcão ainda está ativo por conta dos gases que emite. Será?!

No interior da caldeira, no lugar de magma efervescente, está um lago de lindos tons de azul e verde. A cor varia conforme a hora do dia e da luz solar, além da influência dos minerais vulcânicos que ali estão. Nadar no lago não é permitido justamente por conta desses minerais insalubres, além disso a profundidade cai muito rapidamente e a água é extremamente fria.

Como chegar em Quilotoa

Para conhecer o vulcão é preciso chegar à pequena vila de Quilotoa, uma típica comunidade indígena que fica bem no alto dos Andes, na entrada da região Amazônica equatoriana em plena Reserva Ecológica Los Ilinizas. São 180 km saindo de Quito, mas que podem levar até 4 horas de carro, já que a estrada é sinuosa e uma parte sem acostamento.

avenida dos vulcoes

A rota até Quilotoa passa pela Rodovia Panamericana onde está a “Avenida dos Vulcões” e segue em direção sul até Latacunga, depois por uma estrada regional até a vila de Quilotoa. As paisagens andinas são espetaculares. Estará a 3.900 metros de altitude, que é parecido com Quito. Por isso é possível que não sinta-se mal, mas todo cuidado é pouco para evitar o mal da altitude.

Quilotoa pode ser visitado através de um tour oferecido por muitas agências no centro de Quito ou por conta própria. Eu fechei um preço com um motorista de taxi que me conduziu os três dias em Quito. Super atencioso, ele nunca tinha visto o Quilotoa ao vivo. Fiquei emocionada em poder leva-lo lá…. ahaha.

vulcao quilotoa

Ao chegar no vilarejo, antes da base do vulcão, é cobrada uma taxa de US$5 por pessoa pela entrada, que inclui estacionamento e uso de banheiros. Pensa que assim você estará ajudando a comunidade local.

O que fazer em torno do vulcão Quilotoa

A grande atração é ´realmente a caldeira do vulcão. Avistada pelos diversos mirantes e plataformas de observação que dão vistas panorâmicas espetaculares!! Gostaria de ter ficado mais dias para aproveitar as montanhas e tudo que tem pra fazer ao redor do Quilotoa. Se você gosta de trekking, programe-se! É prato cheio, eu espero voltar um dia.

Se tiver tempo desça até a base da lagoa, em torno de 340 m de altitude. Pra baixo todo santo ajuda, a descida é fácil, leva em torno de 30 minutos. Só prepare seu pulmão para a subida. Reserve tempo e esteja com bom condicionamento físico. Lá embaixo pode dar uma volta de caiaque, mas, lembre-se que não pode nadar na lagoa, já que as águas do Quilotoa são tóxicas. Por conta dos quase 4 mil metros de altitude, a subida pode levar até 2 horas.

Os aventureiros, que estiverem fortes do coração, ainda podem fazer a trilha em torno da caldeira do vulcão. São 14 Km de caminhada (5 a 6 horas) num sobe e desce de um caminho arenoso, estreito e irregular. Se for, não esqueça das botas de trilha e um casaco corta-vento. Lá do alto ele é implacável. Dito isto, o visual é só incrível.

A vilinha de Quilotoa está recém-reformada. Apesar de pequena, conta com pousadas, hostels e casas de famílias que acomodam visitantes que queriam pernoitar por lá (eu adoraria!). Lembre-se que faz muito frio, principalmente à noite. Vista-se com camadas, gorros e luvas de lã.

E não esqueça de escolher um restaurante com vista pra lagoa e peça uma Club, cerveja local. Eu curti o dia ouvindo as histórias do Sr Luiz, o motorista que me levou até lá. Ele não usa celular gente (pasmem, isso ainda acontece), por isso não tenho como fornecer o contato, mas espero que vocês tenham a mesma sorte de encontrá-lo pelas ruas do centro antigo de Quito.

vulcao quilotoa

Mais dicas sobre o Equador

Te dedico esse artigo, Sr Luiz! Espero que um dia nos encontremos novamente.

À vocês, boa viagem, obrigada pela visita e voltem sempre!

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2 comentários até agora!

  1. Estou indo em junho conhecer Quito e Galápagos e que sorte ter caído por aqui 🙂
    Quilotoa já estava no nosso roteiro, mas imagino que teu passeio com Sr. Luiz tenha tornado ainda mais especial.

    Obrigada por compartilhar!

    1. Ahhh que maravilha!!! Aproveite muito!! Viu os artigos de Galápagos tambem?! Escrevi váriossss, voltei apaixonada!!

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