Coimbra

Coimbra é a 3ª maior cidade de Portugal! Além de uma importante Universidade, você verá mosteiros, um aqueduto romano, entre outras atrações. Nosso principal objetivo era conhecer de perto a história do amor de Pedro e Inês de Castro, e para tanto, tínhamos que nos hospedar no fabuloso Hotel Quinta das Lágrimas, palco de um história real que aconteceu no século XIV e encanta o mundo até hoje. Veja aqui nesse post todas as dicas de Coimbra, Portugal.

Coimbra
Mosteiro de Alcobaça

O amor que marcou a História

O romance de Pedro, futuro rei de Portugal, com a dama de companhia da sua esposa marcou a história e a cultura portuguesa. Foi um amor proibido, vivido entre disputas pelo poder. Lembram da expressão “Agora Inês é morta?”, pois bem, vem justamente da história abaixo.

Pedro, desde jovem, estava prometido para casar com Constança Manuel, pertencente à rica família dos monarcas do reino de Aragão, Castela e Leão. Constança lhe deu um herdeiro e outros dois filhos. Mas o coração do príncipe era da dama de companhia de sua esposa. O nome dela era Inês de Castro, um linda jovem, loura e elegante.

Coimbra
Mosteiro da Alcobaça

O amor de Pedro e Inês caiu no conhecimento da Côrte e não foi aprovada. Quando o rei Dom Afonso IV soube do adultério do filho, ordenou o afastamento de Inês, condenada ao exílio em Albuquerque, na Castela. Mesmo separados, Pedro e Inês continuaram a trocar cartas de amor.

O Amor de Pedro e Inês de Castro

Em 1345, quando a esposa de Pedro, Constança, morreu num parto, o príncipe viu a possibilidade de finalmente viver o amor com Inês e a trouxe de volta para Coimbra, instalando-a em um palácio perto do mosteiro de Santa Clara. Em 1347, Inês deu à luz ao primeiro de quatro filhos de Pedro. Nem após a morte de Constança o povo aprovava o amor de Pedro e Inês.

A ligação de Pedro com a família de Inês trazia o risco de aborrecer Castela, o que ameaçava a independência de Portugal. O rei também temia que os Castro agissem contra o herdeiro legítimo do trono, seu neto d. Fernando, filho de Pedro e Constança, para levar ao poder um dos bastardos.

Dom Afonso foi convencido por seus conselheiros a tramar a morte de Inês e afastar os riscos políticos. Em 7 de janeiro de 1355, os três comparsas do rei partiram para Coimbra, mataram Inês impiedosamente.

Pedro ficou louco de dor e, movido pela raiva, levantou um exército contra seu pai. O rei revidou. O confronto só terminou com a intervenção da rainha-mãe, dona Beatriz, que propôs e conseguiu que ambos aderissem a um tratado de paz em agosto de 1355. Mesmo assim, o príncipe parecia inconsolável.

Pedro é Coroado Rei

Dois anos mais tarde, em 1357, d. Afonso IV morreu. Pedro subiu ao trono de Portugal e seu primeiro ato foi mandar procurar os assassinos de Inês de Castro, refugiados em Castela. Conseguiu que aquele reino lhe entregasse dois culpados, Pedro Coelho e Álvaro Gonçalves. Diogo Lopes Pacheco conseguiu fugir. O novo rei mandou que lhes arrancassem o coração, um pelo peito, e do outro pelas costas.

Coimbra
O jardim da Quinta das Lágrimas

A paixão de Pedro e a reparação do mal feito à amante tornaram-se obsessões do soberano. Em 1360, ele jurou que havia se casado em segredo com Inês de Castro, o que fazia dela rainha, merecedora de todas as honras. Em abril de 1360, o corpo de Inês foi transferido solenemente do convento de Coimbra para o mosteiro Real de Alcobaça, onde eram enterrados os monarcas portugueses.

Coimbra
Vista frontal do Hotel Quinta das Lágrimas, onde em seus jardins Inês foi morta.

Mosteiro de Alcobaça

Dom Pedro mandou que fizessem para ela um mausoléu de pedra branca, inteira e sutilmente trabalhado, representando, sobre a tampa, sua cabeça coroada como se ela houvesse sido rainha. O corpo viajou em cortejo de cavalos montados por grandes cavaleiros, damas e donzelas e muita gente do clero.

Reza a lenda que Pedro também mandou colocar o corpo de Inês no trono, pôs uma coroa em sua cabeça e obrigou os nobres presentes a beijar a mão do cadáver. Daí a expressão “Agora, Inês é morta”, que quer dizer algo como “tarde demais”.

Alcobaça

O rei Pedro I mandou esculpir sua história em detalhes no próprio túmulo. E quando ele morreu, em janeiro de 1367, seu corpo foi enterrado próximo ao da amada, um de frente para o outro. A intenção era que, no dia da ressurreição deles, pudessem se levantar e cair nos braços um do outro. Os suntuosos túmulos de pedra branca dos trágicos amantes podem ser visitados no mosteiro de Santa Maria de Alcobaça. Sobre o de Pedro, está escrito que os dois permanecerão juntos “até o fim do mundo…”.

Coimbra

Um pouco mais a frente está o tão imponente Mosteiro da Batalha. Vá devagar ao se aproximar pois a estrada está logo à frente quando se avista o Mosteiro.

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Gostou da história de amor de Pedro e Inês? Lindo, né? Deixe aqui um comentário se gostou ou tem alguma dúvida.

Um beijo e até a próximo post.

Flavia Ribeiro

 

 

 

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